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....e há de se amar, e amar, e amar e até morrer de amor!!



Após ler o texto de Martha Medeiros, publicado no blog na semana passada, uma amiga se encorajou a pensar e escrever um pouquinho sobre o amor. O resultado é esse texto que apresento abaixo:


....e há de se amar, e amar, e amar e até morrer de amor!!
(Marília Nunes)

Amor,

sentimento difícil de se decifrar. Amor parece ser um elo, que nos liga aos nossos semelhantes, que nos faz nos reconhecer nas outras pessoas. Amor não é apego, mas muitas vezes de tão grudado essas coisas se confundem. Amor é livre. É ser livre e deixar ser. Não querer se moldar aos outros nem moldar ninguém ao que você quer. Amor é se reconhecer! Eu me amo quando me reconheço e me ligo a mim mesmo. Eu te amo, quando te reconheço e me ligo a você. Ligação de alma, reconhecimento de elos. Se agora sinto falta, o que me falta? É amor? Então provavelmente não estarei conectado à essência própria de meu ser. Ainda não me reconheço. Terminei um relacionamento de anos, o que me falta? Os beijos, abraços, carinhos? Falta me reconhecer, pois eu me via a partir do outro e agora sem ninguém, não me vejo. Isso é apego. É projeção. Será que eu amava o outro? Ou só estava amando o que ele fazia, e não o que ele era? Isso é egoísmo, amor é outra coisa. Tal qual como aquele aplicativo do facebook rs

Então para receber um grande amor, se prepare, pois terá que amar a si mesmo, e treinar a amar seus semelhantes. Tal qual como eles são. Não importa o que os outros fazem, importa o que eu faço. A postura de vítima não ajuda ninguém, não faz ninguém crescer. Ela é destrutiva. Só alimenta a mágoa, o rancor. Não é produtiva. O amor é outra coisa. O amor emana do ser. É o elo entre todos os seres. É uma lei de ligação do Universo! Ame, ame, ame completamente. Ligue-se à fonte inesgotável do amor. Seja você mesmo e não o seu ego. Seja o que tem que ser. O ego é só um auxiliar para lidar com as questões do mundo. Não é a essência própria de todas as coisas. Já dizia Exupéry: “o essencial é invisível aos olhos”. E não é mesmo? Alguém aí já viu esse tal de amor? Amor é essência divina no coração de todas as criaturas. É natureza, é música e poesia.

A despedida do amor

Texto fornecido por um paciente querida:




A Despedida do Amor 
(Martha Medeiros)


Existem duas dores de amor: 

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a “dor-de-cotovelo” propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…

E só então a gente poderá amar, de novo.