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Da Série: Você já sabe por onde ir?


A partir dessa semana, começo aqui no blog uma série sobre a escolha profissional: "Você já sabe por onde ir?". A ideia é abrir espaço para falarmos um pouco mais sobre a vida profissional, abordando aspectos relativos a escolha de uma profissão e apresentando dados e informações sobre mercado de trabalho, cursos disponíveis, a escolha da universidade, entre outros.

Responderemos as dúvidas comuns sobre a escolha profissional e sobre o processo de orientação. Apresentarei relatos e entrevista de jovens que fizeram a sua escolha profissional e que nos mostram um pouco a sua trajetória até a universidade. Uma trajetória que nem sempre é retilínea ou linear, pelo contrário, muitas vezes vem marcada por revés, retornos e avanços, que precisam ser encarados para que possamos nos dar a chance de nos realizarmos profissionalmente.

Para aqueles que já estão no mercado de trabalho ou acham que já passaram da idade para voltar com os estudos, alguns relatos corajosos nos mostram que não há limites para aprender. Sempre é hora de conhecer mais e de se dar a chance de buscar novas realizações profissionais.

Acompanhem as postagens e fiquem a vontade. Qualquer crítica, dúvida e sugestões basta enviar um e-mail que terei o maior prazer em responder.

Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Feira do Guia do Estudante


Na próxima sexta e sábado, dias 07 e 08 de Outubro, de 09 às 19 hr, no ExpoMinas, haverá um evento muito interessante para estudantes em processo de escolha profissional: a Feira do Guia do Estudante.

A feira que já acontece há alguns anos em São Paulo, chega agora em BH prometendo muitas atrações e informações aos estudantes. O evento contará com palestras de profissionais consagrados além de stands de várias faculdades com material informativo sobre cursos e oportunidades.

Essa é, sem dúvida, uma boa oportunidade para se informar melhor sobre algumas carreiras, cursos e mercado de trabalho.

A entrada é gratuita e para se inscrever basta clicar aqui.
Mais informações no site do evento.

Concurseiro ou concursando: Tem diferença?



Não é o nome que determina o destino do nomeado, mas será que a forma como nos auto-denominamos não reflete o modo como nos colocamos em algumas situações?

Estas duas palavras, concursando e concurseiro, têm sido usadas indiferentemente, mas se prestarmos mais atenção, na construção desses termos, percebemos diferenças interessantes.

O sufixo eiro, entre outros usos, é normalmente, utilizado para designar profissão ou ofício. Assim temos os barbeiros, pedreiros, sapateiros, costureiros, cozinheiros...


Já a terminação ndo, formadora do gerúndio, traz uma idéia de estágio ou estado, portanto algo momentâneo e temporário. Dessa forma, o educando é quem está em processo de educação, vestibulando é aquele que está se preparando para passar no vestibular - em ambos os exemplos fazemos referência a um período transitório.

Mas o que toda essa gramática tem a ver com concurso público?

Os termos concursando e concurseiro parecem designar posturas diferentes com relação ao concurso. O termo concurseiro dá a impressão de uma atividade que se prolonga ao longo do tempo. Ser concurseiro torna-se quase uma profissão. Não é difícil encontramos pessoas que largam tudo para se dedicar exclusivamente ao concurso e quando indagadas sobre o trabalho que exercem, respondem sem titubear: "Estou estudando para concurso"O termo concurseiro parece, por isso, enfatizar muito mais o processo envolvido no concurso – o estudo e a preparação – do que o alvo final, a aprovação. 

O concursando, por outro lado, destaca o caráter transitório tendo, como objetivo final claro - mais do que a aprovação em qualquer concurso - a provação para uma vaga específica que é almejada. Não se trata de "atirar para todos os lados" mas de se dirigir e se organizar no sentido de alcançar a vaga que realmente interessa.

É claro, que o essencial para a aprovação não é a nomenclatura em si, mas a postura do candidato em relação a sua escolha. Por isso, vale a pena refletir sobre suas verdadeiras  motivações ao escolher o concurso público, avaliando com cuidado seus objetivos e anseios.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Vale a pena fazer concurso público?



Diante das novas ofertas de vagas no serviço público, os concursos têm se tornado uma saída frequente para muitos profissionais. É comum, inclusive, vermos pessoas que abrem mão da formação acadêmica que tiveram por acreditarem ser mais interessante seguir uma carreira pública. 

Mas como saber se a carreira pública é de fato o mais interessante para você? O que pensar nesse momento de dúvida?

O concurso é, hoje em dia, apontado como opção certa, estável e de rendimentos razoáveis. Torna-se, portanto, para muitos, a melhor opção de trabalho. No entanto acho importante ponderar alguns aspectos referentes a qualquer escolha.

Como todo o processo de escolha, o auto-conhecimento é fundamental. É a partir disso que conseguimos identificar com maior clareza nossas prioridades e anseios. Determinar o que é importante em cada momento nos ajuda a escolher com mais tranquilidade e maturidade.

Outro ponto importante é não pensar de forma tão imediatista. As consequências de nossas escolhas nem sempre se apresentam tão rápido, normalmente vemos seus reflexos apenas a médio e longo prazo. Por isso, é preciso pensar mais longe: refletir sobre as vantagens do concurso no presente, mas também ponderar os impactos dessa escolha em seu futuro. 

A escolha pelo concurso público deve ser pensada como uma escolha profissional, não se trata apenas de considerar a estabilidade e os salários. Escolher pelo concurso público é optar por uma carreira pública, com suas particularidades. Vale refletir se a carreira pública condiz com aquilo que você deseja e anseia também para sua vida profissional. Se informe bem sobre seu cargo, sobre sua rotina de trabalho, sobre suas possibilidades de progressão na carreira, sobre seu local de trabalho...

Buscando informações desse tipo, a escolha se torna mais consciente e madura. E se o seu caminho é mesmo a carreira pública encare com perseverança essa nova fase!

Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Vitrine de Profissões


O colégio Magnum Agostiniano prepara, nessa semana, um evento direcionado a seus alunos para informações e orientações para escolha profissional. O evento conta com a participação de faculdades e profissionais. 

Estarei presente lá nessa terça-feira, durante toda a manhã, divulgando a Orientação Profissional e disponibilizando material de informação e pesquisa para alunos.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Vitrine de Profissões: Auxiliando a escolha profissional


Está querendo refletir um pouco mais sobre sua escolha profissional? Aqui você encontra o link para alguns textos que podem te auxiliar:

1 - Está em dúvida? E quem disse que a dúvida é um problema - A vantagem da dúvida 
4 - Quem disse que Orientação Profissional é coisa só de adolescente? - Orientação e Planejamento Profissional: Novas Possibilidades
5 - Mas preciso de uma Orientação Vocacional ou de Orientação Profissional? - Tem diferença?
6 - Como acontece a escolha? - Os três momentos da escolha Profissional
7 - O que conta na hora de fazer sua escolha? - 10 Coisas para levar em conta na hora da escolha profissional


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Auto-Conhecimento



Para fazer uma escolha é de grande importância o auto-conhecimento. Pensar e refletir sobre o que se deseja, separando as nossas expectativas dos anseios dos pais, amigos, dos meios de comunicação, etc. Estar consciente do que se quer ser é essencial: assim evitamos fazer apenas aquilo que os outros querem anulando nossos próprios desejos.

Pensar sobre o futuro é essencial! Uma estratégia é se debruçar sobre questões como:  

"Como me imagino daqui a alguns anos?
"Será que as metas que construí podem ser concretizadas? Tenho recursos para realizá-los? Minhas metas são muito fantasiosas ou idealizadas?"

Se deixe levar por essas perguntas buscando aquilo que mais faz sentido para você. A intenção desses questionamentos não é fazer com que desista de suas metas ou desejos - por maiores que eles sejam - e sim estimular a reflexão de pensamentos que motivem a ação e não somente o sonho. Dessa forma você desenvolve recursos para, como dizem por aí, "Transformar seu sonho em realidade".

Pensar em seus recursos também é importante. Se pergunte sobre eles:

"Quais são os meus potenciais?"
"Que habilidades eu tenho?"
"Quais as minhas características e capacidades?"
"E quais são os meus limites?"
"O que eu não gosto de fazer?"

Habilidades e limitações todos têm. "Mas o que posso aprender? A realização do que quero exige habilidade que não possuo? Como aprender essas habilidades?"

Nós seres humanos nascemos com a incrível capacidade de aprender. Grande parte das habilidades que possuímos foram adquiridas durante nossa vida, e isso quer dizer que podemos aprender novas habilidades sempre.


Para ter acesso a um exercício de auto-conhecimento basta clicar aqui.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Exercício de Auto-Conhecimento

Vai aqui, um exercício bom para ajudar no auto-conhecimento.

O material é simples! Basta essa lista com 70 característica e este quadro dividido em quadrantes. (Basta clicar nas imagens que elas aumentam para facilitar a impressão).

O exercício é o seguinte: leia a lista e vá organizando as 70 características dentro desses quadrantes: "Gosto e Faço", "Gosto e não faço", "Não gosto e faço" e "Não gosto e não faço". Cada característica deve estar em apenas um dos quadrantes, mesmo que seja difícil em alguns momentos. A ideia é essa mesma: fazer você se debruçar sobre seus interesses. 

Após terminar a montagem reflita sobre quais são seus interesses, se tem feito as coisas que gosta, as coisas que não gosta e assim por diante. Reflita sobre o impacto disso em suas vida e em como você tem se sentido. 


Pense que ao escolher uma profissão é importante levar em conta o que você gosta mas que nem sempre faremos apenas as cosias que gostamos, em alguns momentos, mesmo numa profissão que gostamos, teremos, em alguns momentos, que agir mais por necessidade da profissão do que por gosto e prazer. Isso faz parte!

Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais


Busca de informações


Combinado ao exercício de auto-conhecimento faz se indispensável, para efetivar-se uma boa escolha, a busca de informações sobre o que se deseja. Ter contato com informações seguras a respeito do que se quer, desfaz uma série de mitos e concepções falsas que alimentamos. E por outro lado, pode afirmar nossas expectativas ou mesmo nos apresentar novas realidades com as quais podemos nos afeiçoar.

Vale a pena ficar atento à grade curricular dos cursos, das disciplinas e matérias que deverão ser cursadas e nas particularidades de cada universidade ou faculdade. Além disso é importante investigar a realidade profissional através de entrevistas e conversas com profissionais que já estão atuando e que poderão fornecer informações atuais e reais sobre o curso e a profissão.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

A hora da escolha


Já exercitou o auto-conhecimento; já se debruçou sobre materiais sobre os cursos universitários? Então chegou a hora de tomar a decisão propriamente dita. 

Neste momento faz-se importante frisar que uma boa escolha não significa que ela seja única e nem eterna.

Podemos tomar decisões (mesmo que reflitamos antes) e posteriormente notar que não era isso que realmente queríamos. Mudar de direção não quer dizer que a escolha foi um erro. 

No decorrer de nossas vidas as situações que vivenciamos, as percepções que temos da vida e das pessoas, os valores que cultivamos e as coisas com as quais nos aperfeiçoamos podem mudar e assim as decisões e escolhas que fizemos também podem mudar. Pois muitos de nossas afinidades e crenças podem mudar, é natural que os desejos se modifiquem.

Não dá para ter 100% de certeza do que acontecerá se tomarmos uma ou outra decisão. É um risco que corremos e não temos como fugir. A vida é permeada de escolhas e assim, até mesmo optar por não tomar uma decisão é uma escolha. 

É chegada a hora de planejar metas de execução, de realização do que se quer. Ligar minhas habilidades com a realidade e pontuar o que é preciso aprender e quais são os recursos necessários para concretizá-lo, são apectos fundamentais para esse planejamento. O processo de decisão foi feito, agora é arregaçar as mangas e batalhar!

Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Algumas coisas, importantes, que você precisa saber sobre Orientação Profissional


1- A vantagem da dúvida –  A insegurança diante da escolha profissional é um sintoma saudável e produtivo: com vários caminhos abertos à frente, temos maiores chances de fazer uma escolha madura e consciente. A dúvida abre a possibilidade de pesquisa, de investigação e reflexão mais cuidadosa do caminho que se quer se seguir, deixando de lado fantasias sobre as profissões e o mercado de trabalho.

2- Não é o psicólogo quem dirá o que você deve estudar – O psicólogo é o profissional que ajudará no processo de escolha, mas a escolha em si é feita por cada indivíduo, respeitando o seu direito de escolha, sua capacidade de escolher seu próprio caminho e objetivos. O objetivo do profissional é auxiliar o adolescente a construir seu projeto de futuro, e a partir disso refletir sobre a escolha de um curso universitário ou de outro caminho de profissionalização.

3- Os teste também não vão dizer o que você deve fazer - Muitos jovens, ao procurar a orientação,  acreditam que serão submetidos a uma série de teste que indicarão ao final, a profissão ou o curso que deve ser escolhido. É um equívoco acreditar que o teste vai  revelar algo que o próprio sujeito desconhece. A orientação profissional tem passado ao longo dos anos por diversas transformações em sua técnica e atualmente utiliza os testes como uma ferramenta, eles são um meio de abordar questões relacionadas a escolha, esclarecer alguns pontos, auxiliar na reflexão.

4- As etapas do processo – A orientação profissional inclui três etapas: o processo de autoconhecimento, a percepção do sujeito sobre ele mesmo sobre suas habilidades, aptidões interesses, preferências, vida escolar, expectativas quanto a futuro, entre outras; o contato com a realidade profissional, a extensa pesquisa sobre as profissões incluindo a grade curricular, as possibilidades de atuação profissional, a rotina de trabalho etc…, destruindo mitos e fantasias a respeito das profissões; e o momento da tomada de decisão.

5- Qual o nosso objetivoEsperamos que ao final do processo, o orientando construa um projeto de vida, no qual a profissão seja uma parte importante, mas não a única. A idéia é que o orientando faça uma escolha mais consciente e adequada às suas expectativas, sonhos, possibilidades,  

6- Abandone os mitos - Aliado à compreensão dos fatores pessoais, familiares e sociais, é necessário, no caso de uma escolha profissional, que o indivíduo tenha também acesso a informações acerca das profissões, desmitificando-as. Os mitos das profissões são sustentados e consolidados pelo status social e pelas informações que circulam no meio social, no qual a atuação profissional é mascarada, ressaltando-se estereótipos, por vezes falsos. As dificuldades enfrentadas na formação e atuação profissional geralmente não são conhecidos, bem como as habilidades necessárias para o exercício profissional e as dificuldades oriundas deste.

7- Fique de olho na sua realidade prática - Além das informações relativas à realidade prática das profissões se apresentarem dessa forma distorcida, aos que pleiteiam ocupar-se delas, outro fator de ordem social pode influenciar de maneira incisiva a escolha do indivíduo: sua realidade socioeconômica - o acesso a estruturas marginais ao pleito da prática, como por exemplo, a aquisição de material didático, moradia, transporte, relação de tempo entre estudo e emprego.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

A escolha profissional: o primeiro passo de um Projeto de Vida e Carreira


Para Bohoslavsky (1981), qualquer escolha implica um projeto, e um projeto nada mais é o que uma estratégia no tempo; contudo, o trabalho de Orientação Profissional, em geral, limita-se ao momento da escolha.

O projeto, por sua vez, vai além: é uma ação que deve ter em seu cerne o questionamento dos meios utilizados e mesmo prever que ocorram resistências, dificuldades ou impossibilidades em sua realização (Boutinet, 2002). Projeto corresponde a uma apropriação em que, a partir de uma confrontação eu-exterior, o indivíduo seleciona determinados objetivos preferíveis a outros. Fica implícito que, seja qual for o projeto, há sempre uma elaboração pessoal, na qual o sujeito toma plena consciência do significado que a opção particular comporta no presente e no futuro, e que, para sua concretização é necessário o cumprimento de certas condições, de certas etapas, de um plano de ação. Nesse sentido, no desenvolvimento do projeto estão envolvidos componentes conflitivos e afetivos em interação constante. O que a noção de projeto traz com maior clareza é a proposta de ação, de como essa solução pode ser implementada (Ribeiro, 2005)

Fonte: UVALDO, Maria da Conceição Coropos, SILVA, Fabiano Fonseca da. Escola e escolha profissional: um olhar sobre a construção de projetos profissionais. In: LEVENFUS, R.S., SOARES, D.H.P. (Orgs.) Orientação Profissional Vocacional. Porto Alegre: Artmed, 2010, p. 33-34)

Orientação e Planejamento Profissional: Novas Possibilidades


Engana-se quem acha que a Orientação Profissional é indicada apenas para adolescentes e jovens próximos do momento da escolha profissional. Ao contrário disso, atualmente é cada vez mais comum que, adultos já inseridos no mercado de trabalho, busquem o apoio da orientação para repensar suas escolhas, planejar novos caminhos e metas para a carreira.   Nestes casos, falamos em Planejamento Profissional.

O Planejamento Profissional compreende a necessidade de criação de um projeto pessoal que leve em conta três vertentes básicas: a situação presente, o futuro que se almeja e os meios para se chegar lá. A idéia de projeto reconhece um homem que não é completamente determinado pelas circunstâncias de seu passado e presente. Pressupõe, portanto, um homem capaz de analisar e compreender sua situação passada e presente e então, a partir disso, desenvolver um projeto, como uma intenção futura, uma posição em que se quer chegar.

O processo de planejamento de carreira consiste num programa estruturado onde, com apoio terapêutico, temos a oportunidade de repensar nossas metas e planejar ações. Seja qual for o projeto, há sempre uma elaboração pessoal, na qual tomamos plena consciência do impacto das escolhas pontuais no presente e no futuro, assim como a necessidade do cumprimento de certas etapas, de um plano de ação para a concretização de um projeto profissional.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Orientação Vocacional ou Profissional: Tem diferença?



É comum encontrarmos tanto o termo Orientação Profissional quanto Orientação Vocacional. Para alguns profissionais tratam-se de serviços semelhantes e muitos não consideram necessário marcar essa distinção. Para outros, essa diferença é fundamental. Vale a pena pensar e refletir sobre possíveis diferenças que esses termos evocam.

O termo vocação faz referência à predestinação, propensão, talento. Nesse sentido, cada sujeito seria dono de um talento que deve orientar sua escolha profissional. A idéia de “Orientação Vocacional” supõe a existência de uma vocação a ser descoberta por alguém capacitado, suposição já superada pela concepção atual do homem como um ser livre para escolher.

A Orientação Profissional parece ser um termo mais adequado por não pressupor unicamente a descoberta de aptidões do indivíduo, mas por considerar a relação dessas com a realidade profissional e cultural. Trata-se de um processo que busca auxiliar o indivíduo na descoberta de suas habilidades naturais assim como conhecer as fontes de treinamento disponíveis para se aprimorar e se desenvolver.

Não se trata, portanto de uma vocação, de um caminho único para cada sujeito. A Orientação compreende um sujeito com múltiplos talentos que podem ser desenvolvidos e exercidos em diferentes contextos.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Três momentos da Escolha


Para chegar à profissão escolhida, sugerimos três etapas fundamentais:

1- Conheça a si próprio

O primeiro passo para saber o que se quer ser é responder à pergunta: QUEM SOU EU? É fundamental lembrar que cada pessoa é responsável por suas próprias escolhas: só você pode ter certeza sobre quais são suas capacidades, interesses e características individuais.

2- Pesquise cursos e profissões

É fundamental deixar claro que só podemos tomar uma decisão com convicção quando conhecemos bem as alternativas. E conhecer bem um curso ou uma profissão significa, entre outras coisas, saber que habilidades e conhecimentos são exigidos, quais são suas atividades mais rotineiras, quais suas perspectivas financeiras, etc.

3- Dialogue com quem pode ajudar

Buscar a opinião de pessoas mais próximas com familiares e amigos é algo que pode auxiliar. No entanto, quando as dúvidas persistem, uma saída é procurar serviços e profissionais habilitados, que podem ajudar, com imparcialidade, a delimitar alguns caminhos para a escolha profissional.


Fonte: Futuros Calouros (PUCRS)

10 Coisas para levar em conta na hora da Escolha Profissional



1- Opinião dos Pais e Amigos - Conselhos são bem-vindos, mas não tome decisão apenas a partir dos palpites dos outros.

2- Bom Salários - Apostar numa carreira só porque ela dá dinheiro é arriscado. Uma profissão que paga bem hoje pode ser uma roubada no futuro.

3- Desempenho Escolar - Gostar de uma matéria escolar é um bom sinal, mas também pode ser uma armadilha. As profissões são mais complexas que as matérias do colégio.

4- Vale Mudar de Idéia - Sempre é possível começar outro curso. Mas voltar à estaca zero pode ser frustrante para quem já está para se formar.

5- Cursos Fáceis de entrar - Não escolha um curso apenas pela facilidade do vestibular. Pense antes na profissão.

6- Profissões da Moda - Cada época tem as suas, parecem legais, mas informe-se sobre curso e onde os recém-formados vão trabalhar.

7- A Vida Real - Procure saber tudo o que puder sobre a carreira escolhida. Se continuar confuso, peça ajuda a orientadores profissionais.

8- Universidades Badaladas - O prestígio da universidade conta na hora de entrar no mercado de trabalho. Mas lembre-se de que uma boa formação depende mais do aluno do que da escola.

9- Qualidade de Vida - Procure saber como vivem os profissionais da carreira escolhida. Muitas delas exigem sacrifícios, como trabalho nos fins de semana ou em lugares distantes.

10 - Mercado Saturado - Não descarte uma vocação só porque há muitos profissionais dessa área. Sempre há espaço para um bom profissional.


Fonte: Veja Edição Especial - Julho de 2003

A vantagem da dúvida



Assustados, confusos, indecisos. É assim que muitos jovens se sentem na hora de escolher sua profissão, às vésperas das inscrições para os vestibulares. Aquela certeza desde pequeno do que se vai ser quando crescer não rolou. Surge o medo de não dar certo. E a angústia aperta mais diante do variado leque de alternativas de curso superior. São mais de 150 e, a cada dia, surgem novas opções de carreiras e de oportunidades de trabalho. O que fazer?

Esse turbilhão de dúvidas não deve ser encarado como um problema grave. A insegurança diante da escolha profissional é um sintoma saudável e produtivo: com vários caminhos abertos à frente, temos maiores chances de fazer uma escolha madura e consciente. A dúvida abre a possibilidade de pesquisa, de investigação e reflexão mais cuidadosa do caminho que se quer se seguir, deixando de lado fantasias e ideais pouco reais sobre as profissões e o mercado de trabalho.

Por isso, recomenda-se que essa fase da vida seja enfrentada com tranquilidade pelos jovens e sua família. Afinal, toda decisão pressupõe incertezas e uma dose de risco. E esse é o primeiro grande desafio do jovem diante do novo e do desconhecido.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
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Cursos Universitários

 
As universidades costumam disponibilizar através da internet informações sobre seus cursos universitários. Lá você encontra informações atualizadas sobre a formação, disciplinas, atuação profissional, avaliação do curso e candidatos por vaga. Vale a pena dar uma olhada!


Sites interessantes:
UFMG
PUC MINAS 
UFOP
UFJF
UFU
UFV
USP
UFRJ


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
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Orientação Profissional


O que é a Orientação?

A Orientação Profissional é um processo psicoterápico que busca desenvolver em jovens, próximos do momento da escolha profissional, a capacidade de escolher de forma madura e consciente o caminho profissional que querem seguir.

Para isso, promovemos um espaço de reflexão e de auto-conhecimento além de abordamos temas relativos à família e às profissões, como a realidade profissional, o mercado de trabalho e as habilidades necessárias para o exercício de cada profissão. Dessa forma, buscamos munir o adolescente de informações de diferentes qualidades, mas igualmente importantes no processo de escolha.


Como funciona a nossa Orientação?

A Orientação pode ser desenvolvida individualmente ou em grupos, de acordo com a disponibilidade e interesse do jovem. São realizados encontros semanais com duração que variam de 01 (uma) à 02 (duas) horas. O processo de orientação se estende por cerca de 12 (doze) sessões, podendo ser prolongado caso verifique-se a necessidade.



Alguns textos de reflexão sobre a escolha profissional você encontra aqui.


Para mais informações entre em contato pelo tel: (031) 99672653 ou pelo e-mail marina.reigado@gmail.com