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Pergunte aqui: A mídia influencia?




Os meios de comunicação podem influenciar na precocidade dos jovens?

Os meios de comunicação podem muitas vezes oferecer modelos de comportamento ou práticas que podem influenciar a conduta de adolescentes. Os jovens ainda são muito sensíveis a esses modelos, por isso é importante que os pais ofereçam um espaço para discussão do que é trazido pelos meios de comunicação construindo com os filhos a oportunidade de um diálogo crítico.

Os meios de comunicação trazem uma série de questões que podem se tornar oportunidades para que os pais abordem questões importantes.É importante que os pais aproveitem essas oportunidades para colocar a sua visão de mundo argumentando e explicando para o adolescente, seus valores e crenças.

Discutindo e refletindo sobre a diversidade, o jovem tem mais condições de enfrentá-las: aproveitamos o que a TV nos traz de diverso, de novo, de certo e errado, criando nas famílias o hábito de discutir, pensar sobre o que se vê, o que se ouve e vivencia.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Pergunte aqui: Precocidade, o que fazer?





Como a família deve agir diante de comportamentos precoces de adolescentes?

Os pais estão cientes das mudanças geracionais e que muitas coisas são consideradas comuns hoje, podem não ter sido na época de sua juventude. Ficar atento a essas mudanças é importante para que os pais avaliem aquilo que acham melhor para seus filhos. O mundo muda e precisamos refletir sobre ele, sobre os efeitos das mudanças, os riscos que trazem, mas também as melhorias, avanços e conquistas. 

Conversar com os filhos para entender os novos comportamentos e formas de agir é um caminho interessante que propicia um clima de respeito entre pais e filhos. O adolescente pode apresentar ao pai o novo mundo em que vive, mas cabe ao pai, o adulto responsável, reconhecer a adequação e a coerência de certos comportamentos.

Cada família tem seus próprios limites e valores que devem ficar claros para os adolescentes, mas é interessante que os pais transmitam esses valores não de forma impositiva, autoritária ou violenta, mas pelo contrário oferecendo a possibilidade do diálogo, apresentando aos filhos suas crenças, idéias e percepções.

Assim, os pais devem ficar tranquilos em impor limites aos comportamentos que consideram precoces ou inadequados para a idade e nível de maturidade dos filhos. Os pais serão chamados de 'caretas', 'antiquados', 'ultrapassados', mas a tarefa de ser pai inclui especialmente em se manter seguro e tranquilo mesmo quando somos alvo de crítica.

O adolescente precisa do adulto como referência. Os adolescente já alcançaram uma certa autonomia e independência, mas ainda não estão prontos e aptos a exercê-las como o adulto. Por isso, é muito importante que os pais tenham consciência da importância para os adolescentes de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com um olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade.



Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Pergunte aqui: Começando a vida sexual



Os jovens estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo, isso é ruim? Como os pais devem abordar os filhos sobre esse assunto?

Iniciar a vida sexual quando ainda não se tem a maturidade para vivenciá-la traz riscos como a gravidez precoce, o risco de doenças sexualmente transmissíveis entre outras. Além disso, o jovem imaturo sexualmente não tem ainda a condição e a possibilidade de experimentar a sexualidade como uma experiência integradora, com a noção de respeito pelo próprio corpo e pelo corpo do outro.

A educação sexual faz parte das responsabilidades dos pais que têm muitas possibilidades de orientar os filhos sobre a sexualidade, sem esquecer que eles ainda são bastante permeáveis às ideologias do mundo em que vivem e que a educação dada, por melhor que seja, não é vacina contra nada.

O que mais funciona é oferecer uma formação coerente, que comece cedo já nas primeiras perguntas e questionamentos sobre a sexualidade feitos pelas crianças. Não que se deva explicar tudo nesse início, as respostas devem ser dadas sempre de acordo com a profundidade e complexidade das perguntas feitas pelas crianças. Mas, por mais que seja difícil para alguns pais falar de sexo é importante que eles tentem informar os filhos da forma mais natural e tranqüila que puderem. Se, já nessas primeiras perguntas, abre-se um espaço para o diálogo franco e sincero as crianças e jovens terão no ambiente familiar um um espaço onde também se pode falar de sexo.

A educação sexual oferece a possibilidade para que o jovem se conscientize de suas responsabilidades relacionados ao início da vida sexual que inclui não apenas os métodos contraceptivos e de proteção contra DSTs, mas especialmente a possibilidade de desenvolver o cuidado de si mesmo, de seu corpo e do outro.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Pergunte aqui: Educação de Adolescentes



O que é melhor quando se fala de educação nessa idade tão complexa - a imposição ou a conversa?

Os adolescentes, ao contrário das crianças, já tem condição de compreender os argumentos e motivos que levam os pais a negarem pedidos e impor limites.

A possibilidade de diálogo nessa fase constitui-se como uma oportunidade para educar os filhos, ou seja, argumentando e conversando com os adolescentes, os pais permitem que os jovens percebam e identifiquem situações de perigo ou risco, reconheçam e organizem prioridades entre outros.

Dialogar é interagir. Conversar significa falar mas também ouvir o que outro nos diz o que inclui, muitas vezes, discutir e conflitar. Esse desentendimentos são uma oportunidade para que pais e filhos negociem e considerem o que o outro pensa e diz.

Apesar da importância e dos possibilidades que o diálogo traz, é importante perceber que dialogar ou conversar com os filhos não significa que os adolescentes concordarão com seus pais.

O diálogo entre pais e filhos nem sempre chega a um acordo mas na adolescência cabe ao pai a autoridade e a responsabilidade de decidir pelos filhos num momento em que ele não têm ainda a autonomia e maturidade para decidir sozinhos. Assim, a tarefa da educação inclui em alguns momentos impor limites mesmo quando não são prontamente aceitos.

De qualquer maneira, o conflito resultante do diálogo entre pais e filhos é sempre muito educativo, principalmente para os adolescentes que, assim, aprendem a controlar suas emoções mais intensas e a reconhecer e respeitar o outro e seus próprios limites.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Pergunte aqui: Precocidade

O que perdem os jovens com amadurecimento precoce?

Anteriormente escrevemos sobre as diferenças entre ser precoce e maduro e partindo disso podemos responder melhor essa nova pergunta.

Muitas vezes os adolescente são levados e cobrados a se comportarem de forma adulta, a lidarem com seu sentimentos, dúvidas e medos como adultos. Os pais podem em algum momento ignorar as incertezas e especificidades desse momento do desenvolvimento cobrando dos adolescentes atitudes maduras e coerentes para as quais eles ainda não estão preparados. Forçar esse tipo de comportamento maduro pode ser complicado para os adolescentes que podem ser sentir sobrecarregados, pressionados, inseguros, sozinhos.

Por outro lado, alguns jovens influenciados pela mídia, pelos grupos e amizades podem adotar certos comportamentos, precoces, para os quais ainda não estão maduros e preparados para assumi-los com responsabilidade e com consciência de seus efeitos e consequências.

Adotando esses comportamentos precoces o adolescente deixa de vivenciar os movimentos e as conquistas próprias dessa fase do desenvolvimento. A imaturidade, a incerteza, a dúvida são características importantes da adolescência e são condição para que o jovem se constitua, com o apoio da família, da escola e do círculo social, como um adulto maduro e saudável.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais


Pergunte aqui: Meu filho precisa de ajuda?



Como saber se meu filho está bem ou se ele precisa de alguma ajuda?

Os adolescentes podem precisar de ajuda, mas nem sempre conseguirão pedir aos pais ou aos adultos responsáveis. Podem ter dificuldade de pedir ajuda assim como de identificar situações em que essa ajuda é necessária.

É preciso portanto que os pais fiquem atentos e que compreendem que a adolescência é mesmo uma fase turbulenta, de confusão e instabilidade. É a imaturidade do jovem que define a saúde de uma adolescente, o que quero dizer é que ser saudável nesse momento é ser adolescente com suas imaturidade instabilidade e confusão. Toda essa confusão produz muita angústia e sofrimento nos adolescentes. 


Alguns pedirão ajuda dando mais trabalho, desrespeitando regras e forçando ainda mais a presença e participação dos pais. Quando além disso os pais percebem um sofrimento que se mantém indicamos a psicoterapia como um dos caminhos possíveis de ajuda e apoio. O espaço terapêutico oferece a oportunidade de elaboração das questões movimentadas na adolescência.

Aém disso, curiosamente, os pais devem ficar atentos a jovens excessivamente maduros, senhores de si, que dessa forma se afastam de toda a natureza turbulenta e instável que caracteriza a adolescência. Esses adolescente mais “maduros” provavelmente serão aquele que nos darão menos trabalho, mas podem ser justamente aqueles que mais precisam de nosso cuidado.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais