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Pergunte aqui: Precocidade, o que fazer?





Como a família deve agir diante de comportamentos precoces de adolescentes?

Os pais estão cientes das mudanças geracionais e que muitas coisas são consideradas comuns hoje, podem não ter sido na época de sua juventude. Ficar atento a essas mudanças é importante para que os pais avaliem aquilo que acham melhor para seus filhos. O mundo muda e precisamos refletir sobre ele, sobre os efeitos das mudanças, os riscos que trazem, mas também as melhorias, avanços e conquistas. 

Conversar com os filhos para entender os novos comportamentos e formas de agir é um caminho interessante que propicia um clima de respeito entre pais e filhos. O adolescente pode apresentar ao pai o novo mundo em que vive, mas cabe ao pai, o adulto responsável, reconhecer a adequação e a coerência de certos comportamentos.

Cada família tem seus próprios limites e valores que devem ficar claros para os adolescentes, mas é interessante que os pais transmitam esses valores não de forma impositiva, autoritária ou violenta, mas pelo contrário oferecendo a possibilidade do diálogo, apresentando aos filhos suas crenças, idéias e percepções.

Assim, os pais devem ficar tranquilos em impor limites aos comportamentos que consideram precoces ou inadequados para a idade e nível de maturidade dos filhos. Os pais serão chamados de 'caretas', 'antiquados', 'ultrapassados', mas a tarefa de ser pai inclui especialmente em se manter seguro e tranquilo mesmo quando somos alvo de crítica.

O adolescente precisa do adulto como referência. Os adolescente já alcançaram uma certa autonomia e independência, mas ainda não estão prontos e aptos a exercê-las como o adulto. Por isso, é muito importante que os pais tenham consciência da importância para os adolescentes de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com um olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade.



Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Pergunte aqui: Meu filho precisa de ajuda?



Como saber se meu filho está bem ou se ele precisa de alguma ajuda?

Os adolescentes podem precisar de ajuda, mas nem sempre conseguirão pedir aos pais ou aos adultos responsáveis. Podem ter dificuldade de pedir ajuda assim como de identificar situações em que essa ajuda é necessária.

É preciso portanto que os pais fiquem atentos e que compreendem que a adolescência é mesmo uma fase turbulenta, de confusão e instabilidade. É a imaturidade do jovem que define a saúde de uma adolescente, o que quero dizer é que ser saudável nesse momento é ser adolescente com suas imaturidade instabilidade e confusão. Toda essa confusão produz muita angústia e sofrimento nos adolescentes. 


Alguns pedirão ajuda dando mais trabalho, desrespeitando regras e forçando ainda mais a presença e participação dos pais. Quando além disso os pais percebem um sofrimento que se mantém indicamos a psicoterapia como um dos caminhos possíveis de ajuda e apoio. O espaço terapêutico oferece a oportunidade de elaboração das questões movimentadas na adolescência.

Aém disso, curiosamente, os pais devem ficar atentos a jovens excessivamente maduros, senhores de si, que dessa forma se afastam de toda a natureza turbulenta e instável que caracteriza a adolescência. Esses adolescente mais “maduros” provavelmente serão aquele que nos darão menos trabalho, mas podem ser justamente aqueles que mais precisam de nosso cuidado.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais

Precoce ou maduro?


Dizem que os adolescentes estão precoces; que cada vez mais adotam comportamentos e atitudes adultas; que estão amadurecendo mais rápido. Mas será que a precocidade é sinônimo de amadurecer?

É essencial diferenciar as idéias de precocidade e maturidade.

O sujeito precoce é aquele que tem comportamentos ou atitudes antes de seu tempo, antes da hora, de forma precipitada. A maturidade ao contrário diz respeito ao alcance de uma posição emocional e psíquica condizente a sua idade e ao seu momento no desenvolvimento.

Muitos adolescentes reivindicam direitos adultos – a namorar, a iniciar a vida sexual, a morara sozinho, a cuidar e decidir sobre sua própria vida e futuro – mas por outro lado, parecem desconhecer e ignorar os deveres e responsabilidades relacionadas às nossas escolhas.

O que quero dizer é que os adolescentes apenas dizem ser adultos. Por trás dessas exigências e reivindicações, os adolescentes ainda permanecem imaturos, portanto incapazes de se comprometer com suas escolhas de forma responsável como o adulto.

Assim, por mais precoce que sejam os pedidos dos jovens é essencial o cuidado e a atenção dos pais. Serão esses adultos, os responsáveis por auxiliar o jovem na conquista gradual da maturidade. Pouco a pouco, o adolescente torna-se capaz de responder às exigências do mundo, aos seus desejos e ambições de forma madura, ou seja, reconhecendo as consequências e efeitos das escolhas.


Autora: Marina Reigado I Psicóloga Clínica
Consultório Rua Guajajaras, 1470 - Barro Preto
Belo Horizonte I Minas Gerais